O Pinguim de Geladeira

Um tiquinho de coisas soltas, podem formar uma coisa só no final das contas.

A vida é engraçada.

Vou contar uma historinha para os meios justifiquem este título.

Quando criança, eu adorava brincar com aquelas plantas de apartamento, sabe? Tipo o projeto do apartamento. Recortava todos que via nos jornais, redesenhava-os nos meus rascunhos e queria pq queria ser arquiteta quando crescer.

Aí depois, com todos os sermões da minha mãe sobre estudar, ser uma doutora e etc, escolhi, por meio de eliminação a promissora carreira de psicóloga. Afinal, pra ser doutora, eu achava que deveria fazer algo na área de saúde. E como não posso com sangue, escolhi essa, que eu supostamente não veria sangue, só teria que entender as pessoas (sim, claro).

Depois de estudar um pouco mais, descobrir meu prazer pela leitura e escrita, resolvi que deveria fazer algo ligado à comunicação. Jornalismo era meu top 3. Mas também estava apegada à área de tecnologia, pq afinal, tinha acabado de aprender HTML e achava o máximo (I still do).

Aí chegou a época do vestibular e ENEM. Sem pensar duas vezes, corri pra me inscrever nos vestibulares para Jornalismo.

No dia da primeira prova para este curso, tive a certeza de que eu não poderia trabalhar com isto. Sempre fui muito introspectiva. E para ser jornalista, você precisa saber lidar com pessoas na maioria das vezes, certo? Desisti na hora. Fiz a prova, mas sem a menor pretensão de passar. No ENEM apostei na computação.

Me formei em Análise e Desenvolvimento de Sistemas no final de 2008. E até o meio de 2010, eu simplesmente amava o que eu fazia. Trabalhava com qualidade e testes de sistemas e por fora, nas minhas horas de lazer, eu desenvolvia projetos pessoais, aprendia GNU/Linux e colaborava com projetos de software livre.

Aí comecei a trabalhar muito. Muito, mesmo. Horas e mais horas extras. Não tinha mais as horas de lazer. E quando tinha, eu só queria ser a acéfala que já comentei aqui no blog. Era comer e dormir pra relaxar. Perdi o tesão para o desenvolvimento, pro GNU/Linux (fiquei 3 anos sem atualizar o meu Fedora!!) e os projetos que eu colaborava ficaram esquecidos…

Comecei a achar que eu não estava completamente feliz na minha decisão na época do vestibular. Comecei a repensar minha carreira, ler e conversar sobre outras áreas, outros cursos. Pós graduações que pudessem me dar um norte diferente na vida.

Descobri uma pós que achei extremamente interessante: design de interação. E aí, lendo um pouco mais sobre a área de estudo desta pós, fiquei encantada. É uma mistura de tecnologia, de design, psicologia e informação.

Aí, numa viagem louca da minha cabeça, deduzi que: Esta área, de certa forma, junta tudo que um dia eu já pensei em ter como profissão. E veja bem! Para atuar com experiência do usuário para web, é desejável que se saiba um pouco de frontend. A muito grosso modo… HTML! hahaha E tudo isto, não deixa de ser “filho” da área mãe que eu sempre trabalhei: qualidade de sistemas.

Este é o motivo de a vida ser engraçada. Ou então, a minha cabeça que é engraçada por ter pensado nisso. Vai saber.

Agora, estou me esforçando para que em minhas horas de lazer, eu tenha esse tesão novamente. O tesão de estudar, de ter projetos, idéias e tocar pra frente. Aliás, isso é indispensável, já que quero trocar de área.

Então, a partir de ontem, vamos cair de cabeça no que espero pra mim mesma. Este é o objetivo desde o início do ano, mas agora é pra valer. Vamo, porra. Só depende de você!

 

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