O Pinguim de Geladeira

Um tiquinho de coisas soltas, podem formar uma coisa só no final das contas.

Coisas que aprendo com as crianças, parte I

Um dia em casa, encontrei meu primo Arthur, de pouco menos de 3 anos, sentado no chão de um comodo qualquer comendo tranquilamente uma banana.

Achando engraçado a forma despreocupada que ele estava admirando o teto, perguntei: “O que vc quer da vida, menino?”

Ele encarou a banana por uns segundos, depois me olhou e afirmou, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo: “Quero comer minha banana, uai!”

Achei lindo o imediatismo infantile dele. Ele não queria saber do depois. Queria comer a banana dele e pronto. Depois ele pensava no resto.

Por que com o passar do tempo perdemos essa perspectiva? Por que cismamos em pensar que devemos planejar toda a nossa vida milimetricamente, a médio e longo prazo?

Por que nos esquecemos de pensar no agora? De nos preocupar só com o agora?

Eu passei uns bons anos só pensando no meu futuro. Trabalhar / estudar demais para poder, no futuro, ter uma vida tranquila e feliz.

Eu tenho 24 anos. Tenho um destino inteiro pela frente. Tenho centenas de coisas que gostaria de fazer, mas fico ainda com o pé atrás, porque me assombra o médio/longo prazo. E o que eu ganho com isso?

Vou dizer que estou exatamente onde eu queria estar quando fiz um planejamento de médio prazo alguns anos atrás. E sabe em que isto resultou? Em uma vontade louca de mudar logo estes planos. Do que adianta fazer tantos planos e se empenhar tanto em conquistá-los, se um dia você mesmo pode se convencer de que eles não são mais tão importantes?

A minha idéia de “imediatismo” começou junto com 2013. Se acordei e vou pra academia, vamos malhar com vontade. Vamos esquecer do relógio na parede e a preocupação de chegarmos na hora no trabalho. To indo correr? Vamos estipular a meta do dia e vamos nos empenhar em alcançá-la. Vamos trabalhar? Vamos tentar nos preocupar com o hoje. Dar o melhor de mim para que o hoje fique dentro dos conformes.

Já refiz minha agenda de compromissos para que esteja mais propensa a colocar em prática este plano. Aliás, este é o meu plano de longo prazo agora: Viver mais a curto prazo, assim como uma criança de 3 anos.

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