O Pinguim de Geladeira

Um tiquinho de coisas soltas, podem formar uma coisa só no final das contas.

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[BEDA #17] Semana 24: Casais preferidos (filmes, seriados, livros, etc)

1) Summer Roberts e Seth Cohen (seriado The OC)

Os dois eram tão bonitinhos juntos. Seth era um bobão e Summer esnobava horrores. Acho que tinha até vergonha (tem muitos anos que vi, nem me lembro mais). Mas no fim ficam juntos com muitos trancos e barrancos. Mas fofos.

2) Ben Hanscom e Beverly Marsh (livro IT)

Não vou dar spoiler, mas um menino gordinho, desajeitado, de pouco mais de dez anos é apaixonado pela amiguinha, escreve haikais pra ela e perde o ar cada vez que ela encosta nele. Torci pelos dois o livro todo.

3) Poppy Wyatt e Sam Roxton (livro Fiquei com seu número)

Epaa!! Tinha que ter um chick lit na lista, ne mesmo? Então, dos últimos que li, esse casal foi o que eu mais gostei. Tão bonitinho um aprendendo com o outro.

4) Elsa & Fred (filme)

Esse filme é um amor. São dois idosos que se conhecem e lidam com o amor na velhice.

5) Holly e Gerry Kennedy (livro P.S. Eu te Amo)

Essa leitura é proibida para quando se está na TPM. É uma tristeza monstra, pq o livro já começa com ele morto e nossa. Acho que foi o primeiro livro que eu chorei lendo.

Blog everyday in April

arrá!

Lá vem eu com idéia de jirico de novo!

Vou postar um texto a cada dia em abril! Vou tentar sentar um dia e fazer uma baciada de textos e programar pra me ajudar, pq senão…
Vou falhar de novo.

E como tava meio sem idéia de temas, pensei em voltar com aquele desafio das 52 semanas de posts.
Vou fazer 30 semanas em 30 dias! E não é pra escrever de qualquer jeito, viu? Vou tentar escrever direitinho.

E veja vc… não vou burlar as regras e utilizar este post como o primeiro do mês. hahaha esse não vale.
Daqui a pouco vem outro por aí.

PS.: Esse post está sendo postado no dia 02 por problemas técnicos.

 

Uma carta para mim mesma de 10 anos atrás

Oi Amanda!
Provavelmente vc ta deitada no sofá vendo sessão da tarde, depois de ter demorado mais de duas horas pra chegar em casa em um percurso que deveria ser feito em menos de 30 minutos. Provavelmente tomou um chup chup de abacate ou coco do sacolão da esquina da casa do Ricardo depois de ter comido isopor temperado e bebido um copo de croro no bar do pé do morro da escola com a turma.

Você ainda não sabe, mas vc ta no auge da parte mais leve da sua vida até agora. Você se acha a webdesigner só pq sabe HTML e passa as tardes em casa, tranquila. Tem preocupações como nota escolar, relacionamento com os amigos e o que vai fazer pro jantar.

amanda de 10 anos atrás em um céu ombré

Preocupação: foto “bacana” pro flogão

Sabe, se eu pudesse te dar conselhos a respeito do que vc deve fazer para os próximos 10 anos, eu certamente daria. Acho que se você fizesse algumas coisas diferentes, sua vida continuaria sendo leve e vc sofreria muito menos.

Sei que hoje você só volta à pé da escola para ter dinheiro para ir ao pop rock ou para custear os chup chup e lanches de vez em quando. Hoje em dia eu vejo que isso é muito louvável! Afinal, vc aprendeu que, literalmente, o dinheiro depende do seu suor para ser conquistado. Em um ou dois anos vc vai ter um emprego de verdade, que vai te pagar muito, muito, muito menos do que deveria e vc vai até se tornar um pouco pão dura. Vai até começar a calcular o quanto vc tem que trabalhar para comer um misto quente no intervalo das aulas da faculdade. O que eu posso te dizer sobre isso é: vai com calma, ta bom? Não se priva muito não, pq não vai adiantar de nada. Assim que se ver ganhando um pouco mais, vc vai ficar louca desvairada e ficar no vermelho várias vezes, por vários anos e vai se ver sem reservas para nada. E isso é uma vergonha.

Sei que você AMA isopor temperado e croro, brigadeiro, pastel de vento ou doce de leite derretido com coco. Seus dias são feitos disso né? Ta sozinha em casa, nada pra fazer na frente da TV, você aproveita pra comer. Natural. Mas, vai com calma nisso também, ta certo? Vc sempre foi magra, nunca teve barriga sarada, mas nunca foi gorda. Pois então. Vc vai ser. Vai engordar 30kg em um ano praticamente e vai se assustar muito com isso. E reaprender a comer vai ser tão difícil, que não vai compensar (de verdade, acredite em mim, não vai) as guloseimas comidas. Se juntarmos essa compulsão com o fato de que vc vai ganhar um pouco mais de dinheiro, vc vai ter lanchinhos cada vez mais caros e cada vez mais gordos e vai colocar a culpa no trabalho.

Aliás, por falar em trabalho…. Será que vc ta fazendo a escolha certa? Não é só pq vc se diverte com HTML que vc deva fazer alguma coisa relacionada à computação. No início será pura diversão, vc vai amar a faculdade, passar pelas matérias sem muita dificuldade (exceto em economia, veja bem), trabalhar muito, por horas seguidas, vai virar noites e noites incansáveis no trabalho, à base de pizza e refrigerante e dentro de 2 ou 3 anos nessa rotina, vc já vai estar de saco cheio do que vc faz.

selfie de 10 anos atrás.

Essas fotos de flogão, no futuro se chamará Selfie e vai ter até utensílios pra tirá-las.

Nesses 10 anos, vc vai passar por períodos meio depressivos (mais do que hoje, quando vc acha que não ter um namorado é a pior coisa que poderia te acontecer), vai passar por períodos de euforia, vai passar por momentos de MUITOS amigos, MUITA gente nova, MUITO bar e MUITA bebida e vai passar por momentos completamente sozinha. Vc vai viajar bem menos do que gostaria, vai se divertir bem menos do que poderia e vai se importar demais com coisas que não deveria.

Cara, se divirta mais. Saia mais. Pinte o cabelo com cores berrantes! Coloque piercings! Vc vai passar por uma fase em que vai morrer de vontade de ir em uma rave e não vai só pra não decepcionar seus pais. De verdade mesmo? Vá. Vá em rave, em show de rock, em forrós… Vá em mais forrós!!! Você não vai sair tanto quanto poderia por… preguiça?! Fala sério!

amanda com camisa do tianastácia que faltava andar sozinha

Fase rocker. Cara de mau, camisa preta e foto retocada no paint. Sim.

Você vai conhecer gente incrível e não vai se relacionar com eles por vergonha e por medo do que os outros pensarão de você e por isso, vai acabar passando por uma juventude um tanto quanto monótona. Tudo isso só para agradar aos outros.

Amanda, acredite: príncipe encantado não existe. Não tenha medo de ser falada, não tenha medo de se envolver, não tenha vergonha de falar sobre o que sente. Você é muito nova pra passar por todos esses dilemas e isso só vai fazer com que vc construa uma mentalidade podre e cheia de preconceitos que vai ser extremamente difícil de quebrar daqui a dez anos. Cresça livre, mas livre de verdade.

Sabe aquela frase que vc usa como assinatura no portal de leitura? Aquela do Legião Urbana: “Quem pensa por si mesmo é livre e ser livre é coisa muito séria”. Então, pense mais por si mesma, analise melhor as opiniões que ouvir e não se importe com os outros. E acredite, ser livre não é tão sério assim. Você só precisa aprender a lidar com isso. E talvez, com uma mentalidade diferente aos 15, seja mais fácil aprender isso aos 25.

Assinatura do fórum PDL.

Assinatura do fórum PDL.

No mais, não perca sua doçura. Apesar de ser um “Mandão”, vc conseguiu o apelido de “mandinha” justamente por ser uma menina doce e compreensiva. Lembra? Vc ouviu isso de um amigo há pouco tempo atrás (e hoje em dia ele nem é mais seu amigo… é outra coisa que vc vai aprender a duras penas… pessoas entram e saem da sua vida de forma muito fácil. aproveite o tempo que tem com elas). E hoje em dia, vc perdeu essa doçura. Você está cada vez mais amarga, mais sarcástica, mais brigona e mais mal humorada. E está difícil olhar pra trás e não se reconhecer mais. E está ainda mais difícil tentar recuperar isso.  Apenas trabalhe sua doçura para que ela não se perca, ok?

Um grande abraço do seu eu interior do futuro.
Amanda.

#52Semanas – Semana 6: Os super poderes que eu gostaria de ter se fosse um super herói

Até agora, esse foi o ítem mais bobo da lista… Mas, desafio é desafio. :)

1 – Queria poder ficar invisível.
Imagina que máximo… hahaha ia ficar assustando os outros tipo fantasma! muahahaha

2 – Teletransporte
Tipo o Noturno, que adoro! Útil até para não precisar de modos de transporte. Imagine um mundo onde todos se teletransportam? Não vai ter problemas com tráfego mais…

3 – Trocar de roupa com um estalar de dedos
Não é poder, é magia. Tipo a Sabrina, de aprendiz de feiticeiro. Adoraria poder ter qualquer roupa que eu imaginasse.

4 – Telecinésia
“A telecinésia é a capacidade de mover fisicamente um objeto com a força psíquica (da mente), fazendo-o levitar, mover-se ou apenas ser abalado pela mente.” Nem preciso complementar né?

5 – O maior poder do Batman!
Ser rico. <3

#52Semanas – Semana 5: Fazem parte da minha wishlist…

Estou atrasada de novo nesse desafio. Aff!!
A lista é muito maior que isso, de verdade. Mas vamos aos 5 ítens que elegi:

1 – caneca que mexe o liquido & coqueteleira automatica

Coqueteleira:

coqueteleira automática

Coqueteleira automática. Acho um luxo!

Este é o preço da coqueteleira no Brasil. :’(
Já vi baratinho na China, mas não achei agora…

Caneca que mexe o líquido:

Caneca auto misturadora

Girando, girando, girando!!

Olha este preço do Brasil. E olha este preço da China.

2 – Um tênis de corrida para pisada pronada, pelo amor de Deus!!

Noosa Tri 8

Tão bonitinho, tão caro! :’(

Nunca vi! Sempre as coisas que eu PRECISO são sempre as mais caras.. Esse Noosa Tri 8 não sai por menos de 500 no Brasil. Triste, triste…

3 – Bola suíça

Bola suíça

Eu brincando com minha bola suíça #sqn

 

Eu gosto de fazer ginástica em casa. Com a bola eu poderei me aventurar em outras poses de pilates. ahaha

4 – Óculos estilo gatinha de grau

Óculos estilo gatinha

Óculos gatinha. Acho um charminho!

 

Eu queria ter vários óculos de grau… um de cada modelo, pra poder variar. E vi um desse estilo no AliExpress que me apaixonei. To pra comprar a armação e mandar fazer uma lente de grau aqui para colocar nele.

5 – Um baleiro!

Queria um desses bem antigos, bem vintage. Mas uma vez vi para vender aqui em BH e nao saía por menos de 200,00…

baleiro antigo

Baleiro antigo. Não é lindo?!

Mas aí, depois vi este no AliExpress da vida (to viciando nesse site!) e apaixonei:

Baleiro

Beleiro

O preço me encantou mais… :)

#52Semanas – Semana 4: Minhas citações preferidas são…

(Estou atrasada. Esse foi difícil!)

Eu tenho muitas citações favoritas. Muitas mesmo. Tenho musicas inteiras que usaria como citações

1. “I can do better” e “Você se torna uma pessoa melhor quando não precisa se auto afirmar inferiorizando os outros.”
Então. Eu jurava que tinha visto no Peter Pan, mas dei uma googlada aqui pra não falar besteira e não achei nada relacionado. hahaha Então não sei de onde eu tirei. Juro que não foi da música da Avril Lavigne, nem conhecia. E eu sempre repito pra mim mesma: “Posso ser melhor que isso”. Aí entra a outra citação que também não sei de onde tirei, mas que está há tempos anotado em uma agenda minha e me lembro disso a cada pensamento que tenho que possa ser o contrário do que esta frase diz. Eu agora me preocupo em ser melhor do que eu mesma posso ser. Minha competição é interna. Tem me ajudado a passar por algumas coisas de maneira mais interessante.

2. “Eu não quero ser incrível, eu quero ser feliz”
Se você ler o texto que está neste blog (http://chatadegalocha.com/2013/10/eu-nao-quero-ser-incrivel-quero-ser-feliz/) vai entender. Demorei um monte de tempo pra sacar isso e esse texto poderia muito bem ter sido escrito por mim, pq é exatamente meu sentimento.

3. “You may say I’m a dreamer but I’m not the only one”
Imagine, música de John Lennon. Eu sou sonhadora mesmo. E às vezes até eu penso que sou sonhadora demais. Mas vejo tanta gente que luta, que corre atrás dos sonhos, por mais impossíveis que pareçam… Aí vejo que não to sozinha mesmo tenho vontade de tatuar essa citação).

4. “Não se preocupe com o que você não pode controlar”
Eu aprendi isso a duras penas… Mas agora aprendi. Diversas vezes ouço gente comentando comigo “nossa, tanto problema no seu projeto e vc ta tranquilona”. Fico tranquila mesmo. Primeiro pq não vai resolver o problema se eu me descabelar. Segundo que se eu aprendi uma coisa nos ultimos anos foi a manter-me sempre entoando uma mantra único: “Foda-se”. Ajuda! Todo mundo deveria tentar!

5. “Happiness is only real when is shared”
(Filme Into the Wild) E isso é tão verdade né? A gente fica numas de egoísmo às vezes, de valorizar o proprio umbigo, mas não da pra ser plenamente feliz sozinho. Pode ter uma alegria momentânea que te iludirá, mas a medio/longo prazo, vc vai ver que precisa ter alguém pra compartilhar as conquistas. Já diria o poeta, “É impossível ser feliz sozinho”.

#52Semanas – Semana 3: Coisas pra se fazer no calor

Odeio calor e a sensação de que estou derretendo! Odeio pelo fato de que vc pode tirar toda a sua roupa (o que geralmente não é possível) e continuará derretendo. Mas vamos tentar ser positivos e encontrar 5 coisas BOAS para se fazer no calor.

1. Fazer Dieta.

Isso é bom. Eu pelo menos não aguento comer uma feijoada, uma buchada, uma lasanha com o termometro marcando 35º lá fora. Pra mim, é o tempo perfeito para almoçar saladinhas e fazer de lanches aqueles sucos bem refrescantes!

2. Tomar uma cervejinha com os amigos.
Essa não precisa de explicação, né? Uma cervejinha bem gelada… huum

3. Ler!
Achar uma sombra gostosa, deitar na grama e ler até esquecer da vida. Eu gosto demais. Mas sempre só acho sombra no meu quarto. Nada de grama. :(

4. Passear no shopping
E aproveitar o ar condicionado, gente! Pq eu pelo menos não tenho um em casa.

5. Andar de bicicleta
É gostoso né? Sentir o ventinho (que tem que estar mais fresquinho) no rosto é uma delicia! Fiz isso num dia derretido e amei!

Consegui! :)

#52semanas – Semana 2: Eu nunca…

Retomando agora, pra ficar certinho com o ano. Tenho que tomar vergonha na cara para finalizar esse desafio!

Eu nunca fiz tanta coisa que nem sei por onde começar. Tem coisas que nunca fiz e que me orgulho bastante disto, tem aquelas que nunca fiz e nem tenho vontade de fazer e tem coisas que me sinto uma covarde por não ter feito. Então vamos lá e vejamos como me saio.

1) Eu nunca doei sangue. Este é um dos que eu me envergonho. Mas eu morro de medo. Tenho crises de pânico só de ter que tirar sangue para fazer exames rotineiros. Imagina pra tirar uma bolsa daquele tamanho. Só de pensar fiquei tonta. Pretendo mudar isso.

2) Eu nunca tomei um porre. Nunca fiquei tonta, nunca tive ressaca. Não sei porque. Por falta de bebida não foi. Já misturei vodca, cerveja e tequila e no outro dia tava boa igual um coco. Neste dia, inclusive, foi o mais perto de bêbada que eu já cheguei. Quebrei a câmera do meu irmão e fiquei imaginando que se Harry Potter fosse real, um simples <i>Reparo</i> daria jeito. Não sei se esse é motivo para ficar triste ou feliz.

3) Eu nunca vi um pinguim. Mesmo amando pinguins, colecionando-os e etc, nunca vi um ao vivo. Nem no zoológico.

4) Eu nunca contei pra ninguém várias coisas da minha vida. Algumas nem pretendo contar. Mas uma delas é que eu tenho pavor de relâmpagos. Andar pela rua enquanto está relampeando é uma tarefa que exige muito de mim

5) Eu nunca pensei que fosse tão difícil listar coisas que eu nunca fiz. Engraçado, né?

 

 

A vida é engraçada.

Vou contar uma historinha para os meios justifiquem este título.

Quando criança, eu adorava brincar com aquelas plantas de apartamento, sabe? Tipo o projeto do apartamento. Recortava todos que via nos jornais, redesenhava-os nos meus rascunhos e queria pq queria ser arquiteta quando crescer.

Aí depois, com todos os sermões da minha mãe sobre estudar, ser uma doutora e etc, escolhi, por meio de eliminação a promissora carreira de psicóloga. Afinal, pra ser doutora, eu achava que deveria fazer algo na área de saúde. E como não posso com sangue, escolhi essa, que eu supostamente não veria sangue, só teria que entender as pessoas (sim, claro).

Depois de estudar um pouco mais, descobrir meu prazer pela leitura e escrita, resolvi que deveria fazer algo ligado à comunicação. Jornalismo era meu top 3. Mas também estava apegada à área de tecnologia, pq afinal, tinha acabado de aprender HTML e achava o máximo (I still do).

Aí chegou a época do vestibular e ENEM. Sem pensar duas vezes, corri pra me inscrever nos vestibulares para Jornalismo.

No dia da primeira prova para este curso, tive a certeza de que eu não poderia trabalhar com isto. Sempre fui muito introspectiva. E para ser jornalista, você precisa saber lidar com pessoas na maioria das vezes, certo? Desisti na hora. Fiz a prova, mas sem a menor pretensão de passar. No ENEM apostei na computação.

Me formei em Análise e Desenvolvimento de Sistemas no final de 2008. E até o meio de 2010, eu simplesmente amava o que eu fazia. Trabalhava com qualidade e testes de sistemas e por fora, nas minhas horas de lazer, eu desenvolvia projetos pessoais, aprendia GNU/Linux e colaborava com projetos de software livre.

Aí comecei a trabalhar muito. Muito, mesmo. Horas e mais horas extras. Não tinha mais as horas de lazer. E quando tinha, eu só queria ser a acéfala que já comentei aqui no blog. Era comer e dormir pra relaxar. Perdi o tesão para o desenvolvimento, pro GNU/Linux (fiquei 3 anos sem atualizar o meu Fedora!!) e os projetos que eu colaborava ficaram esquecidos…

Comecei a achar que eu não estava completamente feliz na minha decisão na época do vestibular. Comecei a repensar minha carreira, ler e conversar sobre outras áreas, outros cursos. Pós graduações que pudessem me dar um norte diferente na vida.

Descobri uma pós que achei extremamente interessante: design de interação. E aí, lendo um pouco mais sobre a área de estudo desta pós, fiquei encantada. É uma mistura de tecnologia, de design, psicologia e informação.

Aí, numa viagem louca da minha cabeça, deduzi que: Esta área, de certa forma, junta tudo que um dia eu já pensei em ter como profissão. E veja bem! Para atuar com experiência do usuário para web, é desejável que se saiba um pouco de frontend. A muito grosso modo… HTML! hahaha E tudo isto, não deixa de ser “filho” da área mãe que eu sempre trabalhei: qualidade de sistemas.

Este é o motivo de a vida ser engraçada. Ou então, a minha cabeça que é engraçada por ter pensado nisso. Vai saber.

Agora, estou me esforçando para que em minhas horas de lazer, eu tenha esse tesão novamente. O tesão de estudar, de ter projetos, idéias e tocar pra frente. Aliás, isso é indispensável, já que quero trocar de área.

Então, a partir de ontem, vamos cair de cabeça no que espero pra mim mesma. Este é o objetivo desde o início do ano, mas agora é pra valer. Vamo, porra. Só depende de você!

 

O dia em que completei meus primeiros 5km oficiais.

Já falei aqui sobre meu hobby em correr. Já falei que é um dos raros momentos em que sou eu, minha cabeça e minhas músicas preferidas. É meu momento de esquecer tudo pra trás e só parar depois de alcançar o objetivo.

Tem alguns meses que eu to bem focada na corrida. Até entrei pra uma assessoria, pra ter acompanhamento especializado e melhorar meu condicionamento mais rápido pra atingir uma meta maior: Completar, sem caminhar, a volta da pampulha, em dezembro deste ano (18km).

No meu primeiro dia do treino com a assessoria, depois de saber que eu já corria há algum tempo, meu treinador perguntou: “Quantas corridas de rua vc já correu?”. E ficou de boca aberta quando eu respondi que nenhuma.

Aí eu fiquei pensando depois pq eu nunca tinha ido nestas corridas. Seria por medo? Medo de não terminar sem caminhar? Medo de não fazer em um bom tempo? Pão duragem de pagar mais de 100,00 nas corridas? Talvez uma mescla de tudo.

Aí fiquei sabendo da night run. Ia ter o pessoal da BH Race por lá (minha assessoria), seria de noite (adoro correr a noite) e custava 70,00 (não acho que seja barato, ou que seja um valor justo, mas em comparação com outras corridas, estava mais baixo)! Fiz minha inscrição e passei o final da semana todo tendo taquicardias quando pensava na corrida. E gerei um conflito interno bem estranho. Ao mesmo tempo que eu me sentia muito nervosa, eu pensava que era uma boba, pq 5km eu to acostumada a fazer. Porque o medo, a ansiedade?

Aí fui lá, no último sábado, dia 20, pra correr pra longe dos meus medinhos bestas. Quero dizer… Na verdade, quase não fui.

Não sei se todos sabem, mas eu não tenho carro. Tenho carteira, mas não dirijo, pq não tenho carro. Então dependo de ônibus pra me deslocar. No dia da corrida, verifiquei cedinho os ônibus que eu podia pegar. Sempre teria que pegar 2 ônibus (a corrida era na Lagoa da Pampulha, que pra quem também não sabe, fica LITERALMENTE do outro lado da cidade em relação à minha casa). Escolhi a rota mais rápida e mais cômoda para mim. Peguei o primeiro ônibus, desci e fiquei aguardando o segundo. Por mais de 40 minutos. Quando ele passou, estava tão cheio, que pensei que eu nem conseguiria entrar. Já comecei a entregar os pontos e a digitar um sms pro meu treinador guardar meu kit, que eu não poderia ir à corrida.

Eis que, no meio de um tantão de gente se amotoando no ônibus, vejo um senhorzinho, cabeça completamente branca, com a camisa da BH Race também. O Jean, que sempre me apóia e claro, estava comigo, falou: “ué, vamos também. se ele está tentando, pq vamos desistir?”. Subi no ônibus entupido e fui.

Ônibus cheio, passeata no centro, tudo estava levando a um fim não muito feliz. Murphy me pegou de jeito neste dia e não queria soltar! Por fim, chegamos ao local às +-19:45. Eu e um montão de corredores que foram se amontoando no ônibus lotado pelo caminho.

Deu tempo de pegar meu kit, amarrar o chip de qualquer jeito no meu cadarço (nota mental: prender melhor da próxima, pq é muito ruim correr pensando que perdeu o chip), prender o número de peito na camisa e me aquecer com a equipe enquanto engolia um sachê de gel de carboidrato.

Cada segundo que passava, mais nervosa eu ficava. Dava um frio na barriga cada vez maior. Quando me “liberaram” para a pista, fiquei meio zonza. Pus meu fone e fui pra concentração.Tava bem nervosa mesmo. Tinha muita gente e eu não sabia como funcionaria direito. Procurei o senhorzinho pra largar ao lado dele, mas não encontrei…

Veio a contagem regressiva. Muita gente pulando, cantando e dançando quando o “dj” gritou “VAAAAAAAI”, mas ninguém foi. Fiquei caminhando por quase 3 minutos, até chegar um ponto em que eu realmente conseguisse correr.

No início do percurso, me impressionou o tanto de gente que só caminhava. Quanta gente marca corridas pra bater papo. Eu ali, querendo correr, querendo me desafiar e desviar de tanta gente estava me atrasando. Fui bem pro cantinho, em cima do canteiro (ótima escolha, campeã!) e consegui passar da galera do blablabla. Os dois primeiros km foram muito tranquilos. Nem prestei atenção na minha música. Era esquisito, pq eu tava me sentindo imersa no silêncio… podia até ouvir meus passos. Tá, talvez eu tenha imaginado.

Aí veio a sede. Pelo que eu me lembrava do percurso no mapinha, no km2.5 teria um ponto de hidratação. Pouco antes de chegar, encontrei com o primeiro cara voltando. Nossa. Fiquei pensando só em como era possível que eu tivesse ali e um maníaco já tivesse VOLTANDO? Deixei de lado esse pensamento, corri pro outro lado da rua, para nao ver quem estivesse vindo e tentei voltar à minha imersão. Quando cheguei no ponto de hidratação, tava muito no pique. Pensei: “Eu já corri muito mais de 5km sem me hidratar nenhuma vez. Se eu parar agora pra pegar a água, vou diminuir o passo”. E passei direto. Continuei, sem dores, sem nada.

Tentei, por várias vezes encontrar alguém que eu pudesse seguir. Mas ou a pessoa era lenta demais, ou rápida demais. Isso me levou a seguir meu próprio ritmo. Assim como em todo treino.

Passei de novo pelo ponto de hidratação na volta e também não peguei água. Faltava pouco pra acabar. “Vai Amanda!”

Pouco tempo depois, começou a aparecer umas plaquinhas: “Faltam 300m!”. Nossa. Batimento cardíaco foi a mil! Nem corri de frequencimetro. Me conheço e sei que ficaria preocupada vendo os batimentos tão altos e acabaria diminuindo o ritmo. “Faltam 200m!” Só isso? Vambora!

Nesse momento, vi muita gente se dando as mãos pra cruzar a linha juntos. Gente se incentivando, gritando umas com as outras. Peguei toda força que eu ainda tinha e vrum! Disparei! Eu não tava ouvindo mais o Nike+, tinha até tirado o fone, não tinha idéia de como estava meu pace. Não sabia quanto tempo tinha que eu estava ali. Sabia que não seria nada extraordinário, mas esperava sinceramente, que estivesse abaixo do limite (gigante) que eu tinha estabelecido: 35minutos.

35 minutos era muito. Meu recorde é fazer em 29 minutos. Mas nas últimas semanas, treinando na esteira, não conseguia fazer em menos de 35min. Isto estava me decepcionando muito, pq comecei com a BH Race, justamente pq não conseguia diminuir meu tempo nos 5km.

Sei que de repente, no meio de tanto pensamento perdido e achado, vi um reloginho, muita gente gritando, muitos fotógrafos e muita gente posando para fotos. Eu não queria foto. Eu queria saber qual era meu tempo (aliás, todas as minhas fotos devem ter ficado horríveis!).

A sensação desses minutos finais é indescritível. Da uma onda de euforia, alegria, uma vontade de gritar… É engraçado, é como se fosse um treino. Vc faz 5km todos os dias, mas ainda assim, da toda essa sensação quando chegamos perto da linha de chegada. Só essa sensação já valeram os R$70,00 pagos.

Quando passei da linha de chegada, vi no relógio: 35:14. Nossa. A decepção tomou conta de mim. Parei na hora e, fraca, fui procurar o Jean. Na minha cabeça só passava: “puta merda. nem aqui? Dei todo o melhor de mim e não consegui melhorar nem em 14 segundos?”

Aí, depois que peguei a medalha, abocanhei a maçã que me deram e encontrei o Jean, é que ele me lembrou: “esse é seu tempo bruto. Vc caminhou um tempão até realmente chegar à largada”.

E de fato, no final do dia, entrei no site e vi. Tempo líquido: 31″51′. Poderia ter sido melhor? Sim, claro. Mas poderia ter sido pior também. Dei tudo de mim e disso eu tenho certeza. E esta sensação, a sensação de dever cumprido, é gostosa demais, gente!

Fiz cada km em, em média,6:22 minutos. Mantive o ritmo de 9.4km/hora. Não é muito. Ainda mais se compararmos com o doidão que chegou primeiro, fazendo em 16″24′. Nada mais que metade do tempo que eu fiz. Quem sabe um dia eu não corra assim, né mesmo?

Mas agora, a única coisa que me importa é que a sensação é indescritível. E que eu não sei se conseguirei ficar muito mais tempo sem essa sensação.

O dinheiro pago pela corrida? É alto mesmo. Muito abusivo, tendo em consideração que os organizadores devem ganhar todos os brindes que dão. Mas a sensação boa de ultrapassar a linha, o arrepio que da ao ver a galera se preparando pra cruzar e finalmente, a sensação de se superar, mesmo sem quebrar seus próprios recordes? Isso, não tem dinheiro que pague.

Próximas corridas, me aguardem.

E senhorzinho de cabelo branco a quem eu não tive coragem de agradecer, muito obrigada pelo incentivo involuntário e silencioso. Espero um dia poder retribuir de alguma forma.

mordendo a medalha – qualidade: péssima